sexta-feira, 24 de julho de 2009

AMIZADE!
Dizem que as amizades verdadeiras podemos contar nos dedos das mãos. É pouco. A vida sempre foi muito generosa comigo nesse ponto, não sei se é porque estou na estrada a muito tempo e isso me proporcionou a abertura de conhecer outros lugares, me deu a oportunidade de estar próximo de um mundo de pessoas. Eu simplesmente deixei que as coisas acontecessem naturalmente. Jamais forcei uma amizade, me aproximei com interesse, e mesmo com o jeito mineiro, desconfiado de ser, fui angariando ao longo da vida amizades sinceras. A amizade começa como um diamante bruto, a gente vai lapidando e aos poucos começa a aparecer o que realmente interessa, a preciosidade.
Tenho amigos de mamadeira, aqueles em que a convivência começa no berço, se estende ao longo da vida. Já passei mais tempo com eles, do que com a minha familia. Não tenho uma definição exata, uma explicação, um sentimento que define esse tipo de amizade, só sei que quando fico algum tempo sem ver ou conversar, faz muita falta. Tenho uma necessidade, uma dependência de estar sempre próximo.
Tenho amigos em que vida se encarregou de colocar no meu caminho, nem precisei garimpar e lapidar, uma felicidade única, já vieram prontos. Identidade a primeira vista. Às vezes passamos meses sem nos vermos, quando nos encontramos é uma festa só, a gente pode ver a alegria estampada no rosto, a felicidade do encontro.
Tenho amigos passageiros, durou apenas o tempo de uma estação. Tiveram que seguir o seu caminho, eu também. Vieram deram o seu recado, deixaram um ensinamento que fica pro resto da vida. Aquele tipo de amigo em que a gente sempre pergunta: onde está fulano, como será que está a sua vida? e você simplesmente ora prá que esteja tudo bem com ele. Talvez eu não tenha a oportunidade de de vê-los nunca mais, mas fica a saudade, o aprendizado.
Viver é realmente é genial, basta estarmos abertos, antenados e com o coração desarmado.
Grande abraço, Marcio Pereira

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PAIS, FILHOS!
A nossa vida é uma estrada longa. Até a adolescência, uma reta só. Vivemos sob o cuidado dos nossos pais, temos uma retaguarda de confiança, pensamos ser infalível e assim deve continuar. O que é nossa responsabilidade, geralmente transferimos para os nossos genitores, e os pais com o sentimento de proteção aceitam o papel sem reclamar. Só que chega o momento e é absolutamente necessário, em que nossos pais começam a nos cobrar uma atitude mais sóbria, responsabilidade mesmo, tentando nos preparar, dizer que vida não é somente ociosidade, divertimento, cama, comida, roupa lavada, passada e guardada na gaveta. Os pais sabem que há um mundo lá fora a nossa espera, que vai nos cobrar e nem sempre vai nos colocar no colo e passar a mão sobre nossas cabeças, encobrir nossos erros, nossa falta de aprendizado. Sabem que não podem pecar pela omissão, fugir da responsabilidade de orientar e preparar o filho, sabem que a única herança verdadeira, que o tempo não pode desintegrar é o estudo, a cultura, a convivência pacífica, a lealdade, ser companheiro sempre.
Hoje eu sei que muitas atitudes que os meus pais tiveram comigo, todo o corretivo necessário, às vezes até mesmo através da força, foram necessários. Sei também que doeram mais neles do que em mim. Passaram a mão na minha cabeça quando eu precisava, me colocaram no colo, deram todo carinho que eu necessitava, mas também chegaram junto quando eu estava desviando do meu caminho. Eles sabiam que vida não é uma reta só, chegam as encruzilhadas, e temos que saber o caminho melhor a seguir. Quando estamos preparados fica mais fácil escolher e até pegar um atalho para chegarmos mais rápido ao nosso destino.
Agradeço aos meus pais, meus avós, por não ter me deixado cair na ociosidade, por todo o ensinamento, por ter me colocado na estrada e ensinado o perigo das curvas e atenção nas retas. Por ter tido paciência comigo e põe paciência nissso. Hoje estou preparado para escolher, seguir meu proprio caminho.
Grande abraço, Marcio Pereira

segunda-feira, 6 de julho de 2009

TESTANDO A PACIÊNCIA!
Segunda, dia da minha folga, geralmente gosto de ficar em casa, não boto nem a ponta do nariz prá fora, o máximo que eu faço é sapear, tocar o meu violão sem compromisso, assistir tv, o controle remoto é só meu, que maravilha assistir todos os canais ao mesmo tempo, tirar um belo cochilo, revirar o armário em busca de alguma guloseima. Eu posso fazer tudo isto sem a menor interferência, todos os demais componentes da casa estão cuidando dos seus afazeres, a casa é só minha. Nada de compromissos. Só que hoje eu não estou conseguindo concentrar na minha preguiça, que coisa! resolvi conhecer como é que funciona, como é a rotina daqueles que tem encarar uma segunda feira pela porta da frente. Fiz uma mentalização positiva, enumerei o que eu ia fazer: Primeiro banco, depois ao sepermercado, uma passadinha na lotérica e depois já em casa, resolver uma pendenga com a telefônica. Abrí o portão prá tirar o carro da garagem, e já notei uma diferença, transeuntes apressados, com a fisionomia um pouco carregada, pensei comigo, o que será que me aguarda quando eu chegar ao banco, é melhor colocar o lado Zen em prática. Com muita dificuldade arrumei um lugar prá estacionar. De cara uma fila com umas trinta pessoas, dois caixas prá atender. Normal, o bradesco só lucrou um bilhão e meio no último trimestre, não pode contratar mais ninguém, é a crise pensei. Eu imaginando que já tinha visto pessoas com cara de poucos amigos. Imagina só os comentários que a gente escuta na fila de um banco. Orei pela sáude do presidente do banco, vai que ele resolvesse fazer uma visitinha de surpresa! Adotei a tática do silêncio e da troca de pés para não me cansar. Uma hora depois estava livre do meu compromisso. Continuei firme no meu propósito, fui para o supermercado. Depois de rodar um pouco arrumei uma vaga no fim do estacionamento. Carro estacionado entrei no supermercado: achei que as pessoas estavam trabalhando e não fazendo compras!!! O engarrafamento agora era de carrinho de supermercado. Comentários diversos: subiu, baixou, saiu da oferta, esse supermercado não tem nada. Uma Sra. conversando sozinha: não sei porque eu venho na segunda, se eu sei que o dia bom prá comprar é na quarta! Eu pensando comigo, porque eu não estou em casa curtindo a minha preguiça! Comprei o que precisava, fui para o caixa, mais fila. Quarenta minutos depois livre do meu segundo compromisso. Ainda bem que a lotérica fica dentro do supermercado. As lotéricas agora viraram banco, nem mais uma "fezinha" sem fila você pode fazer. Peguei a fila errada, moço aqui é só prá pagamento de contas, jogos é na outra fila. Onde está mesmo o meu lado zen? preciso dele agora. Entrei na fila outra vez, já pensou se eu não jogo e o meu número é sorteado? Nessas horas é melhor arrumar um consolo.Vinte minuto depois estava livre do meu terceiro compromisso. Cheguei em casa, respirei fundo liguei prá telefônica. Quinze dias que estou tentando resolver um problema e não consigo.Primeiro você conversa com ninguém. Disque um prá isto, dois prá aquilo, três prá não sei o quê, apertei o três. Mais números pela frente, aperte quatro prá falar sobre tal assunto, toda aquela ladainha de novo e eu só querendo falar com um atendente. Até que enfim o número do atendente, mais uma voz gravada: aguarde um pouco todos os nossos ramais estão ocupados. Meu lado zen por favor não saia de perto de mim! Com muito custo, uma voz do outro da linha: fulano, boa tarde, em que posso ajudar? É que eu... caiu a linha. Com a telefônica não tem lado zen que dê jeito.
Aprendi a lição: Sou um abençoado, tenho todas as segundas de folga. Vou voltar a fazer o que eu não devia ter interrompido: Curtir a minha preguiça!
Grande abraço, Marcio Pereira