VISITAS!
Amigos que o tempo não apaga, a distância não separa. Eternos parceiros, tanto na vida quanto na música, confidências, no amparo, aquele ombro amigo que o lado bom do universo colocou do meu lado, a minha disposição para me socorrer, verdadeiros mentores. Realmente sou um afortunado. O prazer do encontro é medido pelo sorriso, pelo abraço fraterno. A sinceridade, o prazer do momento é regado por uma boa conversa, uma mesa farta, uma bela taça de vinho e lógico, muita música. Como é bom rever pessoas que a gente gosta de verdade. Faz bem prá alma, corpo, areja a mente, renova a esperança. Interessante é que uma visita gera a necessidade de comunicação, uma mistura de alegria, saudosismo, aflora. Começam as ligações, quando percebemos encontramos também amigos tão próximos, mesmo bairro, que há tempos não víamos. Surge uma grande festa. Simplesmente esquecemos dos nossos problemas diários e fazemos uma verdadeira saudação, reconhecimento, prazer em estar vivo. Música sempre!
Pedro Antonio e William de Faria, amigos de berço, é sempre um prazer para mim, revê-los.
Grande abraço, Marcio Pereira
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
ESPORTE!
Desde os tempos de criança que o meu corpo pede movimento. Eu não andava, corria, quando diminuia a marcha, os passos continuavam largos. Por causa dessa inquietude, trago como herança belas cicatrizes. Natação, pura necessidade, o lugar onde eu morava era rodeado por rios, tinha que ser peixe também. Não tinha nenhuma técnica, mas era o suficiente prá me safar dos perigos da correnteza. Equitação, essencial prá quem mora na roça. Selar e cavalgar, significa independência, ou seja ficar livre da garupa. Se você você não sabe andar a cavalo, é como morar na cidade, ter carro e não ter carta de motorista, vai ser um eterno caroneiro, é como não mandar no seu destino. Futebol, paixão à primeira vista. Quando eu descobri esse esporte, por volta dos 8 anos de idade, eu achava que jamais ia me separar. Eu estudava, mas aflito prá chegar a hora do recreio prá jogar bola, comia apressado prá jogar bola, dormia e rezava prá que a noite fosse curta prá me levantar e jogar bola. Época dificil prá minha mãe, prá cuidar das minhas obrigações só na base do empurrão, do castigo e ela tinha que ficar perto, senão eu fugia prá jogar bola. Ainda continuo apaixonado pelo esporte, mas só de ver e apreciar. Hoje praticando mesmo, só as minhas corridinhas diárias. Tive a alegria de ver o Pan ao vivo, e já foi um momento de grande emoção prá mim. Imagina o contentamento de ver a copa do mundo em 2014 e as olimpiadas em 2016, os melhores atletas do mundo em todas as modalidades, no meu país! Prá um apaixonado por esporte como eu, é bão demais da conta. Na minha matula já está garantido o pão de queijo e o doce de leite. Então, Até lá.
Grande abraço, Marcio Pereira
Desde os tempos de criança que o meu corpo pede movimento. Eu não andava, corria, quando diminuia a marcha, os passos continuavam largos. Por causa dessa inquietude, trago como herança belas cicatrizes. Natação, pura necessidade, o lugar onde eu morava era rodeado por rios, tinha que ser peixe também. Não tinha nenhuma técnica, mas era o suficiente prá me safar dos perigos da correnteza. Equitação, essencial prá quem mora na roça. Selar e cavalgar, significa independência, ou seja ficar livre da garupa. Se você você não sabe andar a cavalo, é como morar na cidade, ter carro e não ter carta de motorista, vai ser um eterno caroneiro, é como não mandar no seu destino. Futebol, paixão à primeira vista. Quando eu descobri esse esporte, por volta dos 8 anos de idade, eu achava que jamais ia me separar. Eu estudava, mas aflito prá chegar a hora do recreio prá jogar bola, comia apressado prá jogar bola, dormia e rezava prá que a noite fosse curta prá me levantar e jogar bola. Época dificil prá minha mãe, prá cuidar das minhas obrigações só na base do empurrão, do castigo e ela tinha que ficar perto, senão eu fugia prá jogar bola. Ainda continuo apaixonado pelo esporte, mas só de ver e apreciar. Hoje praticando mesmo, só as minhas corridinhas diárias. Tive a alegria de ver o Pan ao vivo, e já foi um momento de grande emoção prá mim. Imagina o contentamento de ver a copa do mundo em 2014 e as olimpiadas em 2016, os melhores atletas do mundo em todas as modalidades, no meu país! Prá um apaixonado por esporte como eu, é bão demais da conta. Na minha matula já está garantido o pão de queijo e o doce de leite. Então, Até lá.
Grande abraço, Marcio Pereira
domingo, 4 de outubro de 2009
Mercedes Sosa!
Quando eu saí da minha cidade natal, Guarda-Mor, interior de minas, janeiro de 78, 16 anos incompletos, eu não tinha a menor noção do mundo que eu ia enfrentar. Politicamente um analfabeto. A primeira vez que assisti um programa de tv, a minha idade já alcançava os 12 anos, até então eu não tinha nenhuma informação do que ocorria nos grandes centros urbanos. Pouco adiantava assistir ao noticiário nacional, as informações eram veiculadas de acordo com o sistema político da época, então prá mim o meu país era uma maravilha. Eu pensava que a vida era como selar um cavalo, montar, correr as campinas com plena liberdade, tomar banho de rio, jogar bola na praça, brincar de esconde-esconde, flertar alguma garota nas festas do município, comer pão de queijo com doce de leite, um cafezinho bem quentinho, torrado e moído na hora. Ledo engano, fora do meu mundo real, a vida não era tão doce assim. Só percebi isso quando fui morar na capital,BH. Os meus passos, meu cabelo comprido e despenteado, meu jeito de vestir, meu gosto musical, meu voto, eram vigiados. Cadê a liberdade de outrora? Era hora de fazer a minha opção. E fiz. O meu país tinha de ser livre, assim como foi a minha infância. Obedecer as regras sim, só aquelas de uma boa convivência com a sociedade, um bom exemplo de ser humano, um bom cidadão. Eu não ia aceitar nenhuma interferência política no meu jeito de ser, nenhum tipo de patrulhamento nas minhas idéias, leitura e principalmente no meu gosto musical. Foi aí que comecei a tomar conhecimento de pessoas que tinham os mesmos ideais. Não posso deixar de citar como exemplo Mercedes Sosa. Uma mulher forte, com um ideal plenamente definido, no seu discurso uma américa latina livre, o povo é que deveria que escolher os seus governantes. Era a hora de acabar com a repressão. Enfrentou o sistema, usou como arma o seu canto. Não esmoreceu. Sua voz forte e marcante, ecoou pelos quatro cantos da américa, sua idéia foi tomando forma e o seu sonho realizado. Morre o corpo, mas a semente plantada, germinou. Vamos dar graças a vida.
Grande abraço, Marcio Pereira
Quando eu saí da minha cidade natal, Guarda-Mor, interior de minas, janeiro de 78, 16 anos incompletos, eu não tinha a menor noção do mundo que eu ia enfrentar. Politicamente um analfabeto. A primeira vez que assisti um programa de tv, a minha idade já alcançava os 12 anos, até então eu não tinha nenhuma informação do que ocorria nos grandes centros urbanos. Pouco adiantava assistir ao noticiário nacional, as informações eram veiculadas de acordo com o sistema político da época, então prá mim o meu país era uma maravilha. Eu pensava que a vida era como selar um cavalo, montar, correr as campinas com plena liberdade, tomar banho de rio, jogar bola na praça, brincar de esconde-esconde, flertar alguma garota nas festas do município, comer pão de queijo com doce de leite, um cafezinho bem quentinho, torrado e moído na hora. Ledo engano, fora do meu mundo real, a vida não era tão doce assim. Só percebi isso quando fui morar na capital,BH. Os meus passos, meu cabelo comprido e despenteado, meu jeito de vestir, meu gosto musical, meu voto, eram vigiados. Cadê a liberdade de outrora? Era hora de fazer a minha opção. E fiz. O meu país tinha de ser livre, assim como foi a minha infância. Obedecer as regras sim, só aquelas de uma boa convivência com a sociedade, um bom exemplo de ser humano, um bom cidadão. Eu não ia aceitar nenhuma interferência política no meu jeito de ser, nenhum tipo de patrulhamento nas minhas idéias, leitura e principalmente no meu gosto musical. Foi aí que comecei a tomar conhecimento de pessoas que tinham os mesmos ideais. Não posso deixar de citar como exemplo Mercedes Sosa. Uma mulher forte, com um ideal plenamente definido, no seu discurso uma américa latina livre, o povo é que deveria que escolher os seus governantes. Era a hora de acabar com a repressão. Enfrentou o sistema, usou como arma o seu canto. Não esmoreceu. Sua voz forte e marcante, ecoou pelos quatro cantos da américa, sua idéia foi tomando forma e o seu sonho realizado. Morre o corpo, mas a semente plantada, germinou. Vamos dar graças a vida.
Grande abraço, Marcio Pereira
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