segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

REFUGIADO!
Estava eu aqui em casa, véspera do carnaval, nenhuma probabilidade de trabalho, tudo parado, foi quando de repente toca o telefone, era minha mãe. Coisa boa é você ouvir do outro lado da linha: Oi filho! Ganhei o dia. Toda insegurança, toda preocupação, todos os problemas que a gente possa ter no momento, desabam, funciona como um bálsamo protetor, um passe mágico. Mas o motivo do telefonema, é que toda familia ia passar o carnaval em uma fazenda no municipio de Prata-mg, retirado uns 70 kms de uberlândia. Uma das virtudes que gosto em minha mãe é que Ela não usa os seus poderes de mãe, nunca foi de fazer imposição, sempre usou o diálogo e bom senso como meta de vida. Durante a conversa me perguntou se eu não gostaria de me ajuntar a eles, passar uns dias longe da confusão do grande centro. Eu sei que na hora eu não dei certeza, nessa época do ano é dificil arrumar passsagem em cima da hora, mas que não custava nada tentar, mas avisei que não ficassem na expectativa da minha chegada. Findou-se a conversa, desliguei o telefone, dei uma zapiada nos canais de esporte, tomei um cafezinho, uma colherada de doce de leite, peguei o violão e após algumas dedilhadas pensei comigo: quer saber o eu vou na rodoviária, avião nem pensar, se eu achar passagem, me mando amanhã mesmo prá minas. Prá encurtar a conversa, deu tudo certo, a passagem estava lá me esperando. Arrumei as malas, sim malas, uma prás coisas pessoais e outra pros problemas cotidianos. Decisão acertada, me receberam com aquela alegria de sempre, satisfeitos demais da conta. Eu sei que foram quatro dias de muita festa, paz e tranquilidade. Há muito tempo eu não voltava as minhas origens, menino de roça, a última vez foi na fazenda do cumpadi Galba, nem ví o tempo passar. Bom, a mala que mais pesava, a das preocupações, eu soltei na "larga", no pasto mais próximo. Voltei leve como um passarinho, mente e coração tranquilo e a espinha ereta.
Grande abraço, Marcio Pereira

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VISITA FAMILIAR!
Casa cheia. É assim mesmo que o mineiro gosta. Depois de vinte e seis anos morando em sampa, recebi a visita da minha família. Todos, menos meu irmão Cloe e o meu sobrinho Jader, que resolveram ficar em udia. Eles foram passar uns dias no litoral, Santa Catarina, e na volta não teve jeito, sampa no caminho e agora heim? Mineiro é fogo, primeiro eles mandam um batedor prá examinar o caminho, vê se não tem nenhum perigo, tarefa executada pelo meu irmão Mário em 93. Parece que a sua narrativa não foi o suficente para encorajá-los. Passados mais de quinze anos enviaram a minha sobrinha Lorena que levou um relato completo, detalhado. Parece que começou a dar resultado, porque logo depois eu fui fazer uma visita e depois de muita conversa, minha mãe decidiu vir comigo. Agora depois de tantos relatos e liderados pela matriarca, não podiam fazer feio, era a hora de que quebrar o tabú, deixar o medo de lado e encarar a cidade de frente. Não posso condenar ou fazer algum tipo de juizo próprio, conheciam a cidade só pelo noticiário e infelizmente o produto final é só coisa ruim. Fiz um acordo com São Pedro e eles puderam passar um sábado agradável aqui em sampa. Mas não teve jeito de segurar, no domingo já estavam a caminho de minas. De uma coisa estou certo: gostaram. Vão levar consigo um conceito totalmente diferente de sampa. As promessas são de retornar. Fico no aguardo.
Grande abraço, Marcio Pereira