RECORDAÇÕES!
Trago comigo ótimas recordações dos meus primeiros anos de escola. Tem passagens que acontecem, ficam gravadas e podem influenciar numa vida futura. Coisas simples que no momento não damos muito valor, mas aquela idéia, visão, fica registrada em nossa memória e de uma hora prá outra emerge, vém à tona e floresce. Havia um garoto, colega de classe, com um jeito, uma postura muito avançada prá uma cidade que não tinha mil habitantes, estou falando de uma época, inicio dos anos setenta, em que não existia televisão em nossa cidade para se buscar alguma influência. Rádio só AM e poucas pessoas tinham o luxo de possuir um, além do mais, as pilhas eram muita caras e a durabilidade muita curta. Sem contar que ouvíamos mais o chiado, que propriamente a música. Enquanto eu só pensava em jogar bola, rodar peão, nadar no rio, apanhar frutas no quintal do vizinho, esse garoto já tinha um estilo um pouco diferente, uma postura de artista, usava cabelo comprido, era reservado, mas quando o assunto era música seus olhos brilhavam, tinha em mente o sonho de ser músico. Me lembro que quando a professora chamava alguém prá cantar, ele sempre acompanhava. Como não tinha instrumento para tocar, Ele pegava a régua de madeira da professora ficava imitando, fazendo os acordes como se estivesse tocando de verdade. Genial. Nunca fui muito bom prá guardar nomes, mas estou mudando, fazendo um esforço, agora sei o quanto é importante. Se eu me lembrasse do seu nome verdadeiro, com o advento da internet ficaria mais fácil localizá-lo, me lembro apenas do seu apelido: Nego do Galvão. Ele mudou da nossa cidade muito novo e nunca mais tive contado ou ouvi falar sobre Ele. Espero que tenha realizado o seu sonho, torço muito para isso ter acontecido. Eu que tinha outros planos prá minha vida, anos mais tarde tive o meu primeiro contato com o violão e nunca mais deixei. Espero que a vida nos aproxime novamente. O seu legado, Nego do galvão, gerou frutos.
Grande abraço, Marcio Pereira
terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
SAMPA!
São três horas da tarde, simplesmente de um minuto para outro, o dia virou noite em Sampa. Choveu bastande de manhã, um pouco de sol, tímido, na hora do almoço, agora a tarde mais chuva. Terra boa prá chover, ainda bem, limpeza, renovação geral no ar que respiramos. O único problema é que não tem mais terra para água se esconder, então leva tudo o que tem pela frente.O homem pagando o preço.
O calor do final de semana aos poucos vai se transformando em frio e não é dificil que a noite o céu esteja límpido e as estrelas resolvem dar o ar de sua graça. Só nesta cidade podem acontecer as quatro estações reunidas no mesmo dia. Simplesmente fantástico. As roupas sejam de inverno, verão ou meia estação não ficam esquecidas no fundo do guarda-roupa, a qualquer momento do dia ou noite você pode usá-las, ou seja, dinheiro bem aplicado. Não foi fácil me acostumar com essa diversificação de temperatura e agora onde quer que eu vá, sinto falta. Acho que não me acostumaria mais com as estações cumprindo religiosamente o seu tempo. Toda essa loucura climática me fez entender e aceitar com mais facilidade as mudanças que podem ocorrer no dia a dia, percebí que é uma coisa natural do tempo. Prá mim hoje o essencial é manter o bom humor, paz interior, bom convívio com a sociedade, independente da estação.
Grande abraço, Marcio Pereira
São três horas da tarde, simplesmente de um minuto para outro, o dia virou noite em Sampa. Choveu bastande de manhã, um pouco de sol, tímido, na hora do almoço, agora a tarde mais chuva. Terra boa prá chover, ainda bem, limpeza, renovação geral no ar que respiramos. O único problema é que não tem mais terra para água se esconder, então leva tudo o que tem pela frente.O homem pagando o preço.
O calor do final de semana aos poucos vai se transformando em frio e não é dificil que a noite o céu esteja límpido e as estrelas resolvem dar o ar de sua graça. Só nesta cidade podem acontecer as quatro estações reunidas no mesmo dia. Simplesmente fantástico. As roupas sejam de inverno, verão ou meia estação não ficam esquecidas no fundo do guarda-roupa, a qualquer momento do dia ou noite você pode usá-las, ou seja, dinheiro bem aplicado. Não foi fácil me acostumar com essa diversificação de temperatura e agora onde quer que eu vá, sinto falta. Acho que não me acostumaria mais com as estações cumprindo religiosamente o seu tempo. Toda essa loucura climática me fez entender e aceitar com mais facilidade as mudanças que podem ocorrer no dia a dia, percebí que é uma coisa natural do tempo. Prá mim hoje o essencial é manter o bom humor, paz interior, bom convívio com a sociedade, independente da estação.
Grande abraço, Marcio Pereira
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