HERÓIS E ÍDOLOS!
Infância e adolescência, época em que pensamos que os nossos heróis, nossos ídolos são eternos. Digo isto no sentido exato da palavra: vão continuar sempre com a mesma idade, com a mesma disposição, e o melhor não vão nos decepicionar jamais. O interessante, é que não conseguimos distinguir o real do fictício. Ator, cantor, personagem e intérprete são como a unha e carne. Fazem parte do mesmo processo. Não pensamos que são seres humanos, que tem necesssidades, limites, fraquezas, que envelhecem, não estão acima do bem e do mal, acima de uma grande verdade: a morte. Já estava prá escrever sobre o assunto, quando fui surpreendido esta semana, por mais uma notícia dessas em que acreditamos não ser real, verdadeira.
A primeira notícia: a morte de David carradine, ele interpretava o meu herói favorito:Kung fu. Grande gafanhoto. Tinha todas as facilidades corporais de domínio sobre o opositor, mas só usava em último caso, como defesa. A mensagem era clara, violência só gera mais violência. Ele tinha a palavra como convencimento, a mansidão como escudo e só aplicava seus conhecimentos marciais, quando não existia mais nenhum recurso. Um desses seriados que ensinam, que tem um propósito claro: a paz é o caminho prá humanidade. Podemos viver em harmonia. Me lembro que eu não perdia nem um capítulo.
A segunda notícia: a morte Michael Jackson. Temos o mesmo destino artístico: a música. É fato, optamos por veredas musicais totalmente diferentes. Mas o que eu quero falar, é que Ele fez parte da minha adolescência. Faziamos os famosos bailinhos, e Michael jackson não podia ficar de fora das famosas músicas lentas. Era só tocar Ben ou I'll be there, que lá estava eu a procura do par perfeito. Até hoje eu não sei a tradução das letras, não sei se falam sobre o amor, mas o que importava prá mim era sentir aquele friozinho na barriga, aquela coisa mágica de dançar colado. E como os americanos sabem fazer bem esse tipo de balada.
Ainda bem que música depois de gravada, uma cena depois de filmada ficam para sempre. Tem coisas que vão ficar guardadas para sempre no nosso imaginário. Coisas que a morte não pode levar consigo.
Grande abraço, Marcio Pereira
domingo, 28 de junho de 2009
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