domingo, 7 de junho de 2009

Você já teve aquela sensação de que não está completo, e aí começa a ficar meio inquieto. A brisa tráz uma saudade que você não sabe de onde vém, as idéias não se encontram, não se encaixam, parece que a gente está sempre esquecendo de alguma coisa? Você revira os bolsos, a chave está no lugar, a carteira juntamente com os documentos também. Abre a agenda, todos os compromissos em dia. No peito aquele nó que não quer desatar? Você coça a cabeça, fica olhando e nem sabe prá onde?
Esta semana estou meio assim. Como se diz lá em minas: olhando pro "ontonte".
Aí vém aquela pergunta doída, do fundo da alma: não está esquecendo de nada mesmo? Onde fica mesmo o seu norte? O seu alicerce? No meu caso, a resposta vém de imediato: Familia. De repente as idéias começam a se encaixar: sinto falta da minha essência, minha origem. Minas!
Me lembro que já faz alguns meses que não vejo a minha mãe, os meus irmãos, meus sobrinhos. Percebo a razão porque estou chateado. Nada que seiscentos kms não cure. Quase trinta anos que eu sou um cidadão do mundo e prá mim, nada melhor do que uma roda familiar prá recarregar as energias.
Como escrever faz bem, aliviei um pouco o peso da saudade. O resto só pessoalmente. Falta pouco, já vejo a cara de julho despontando.
Grande abraço, Marcio Pereira

2 comentários:

  1. É isso aí companheiro: é a solidão da capital
    Quanto mais gente, mais só!!

    Grande abraço

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  2. Estou no interior da Bahia, e sinto muitas saudades de Minas.
    Que sudades..
    beijos
    Klênia

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